“O que as cores dizem” foi uma exposição de arte inclusiva da artista Stella Moraes, de 9 anos, realizada no Espaço CEL, em Icaraí, Niterói. A mostra teve vernissage em 29 de outubro de 2026 e ficou aberta ao público, com entrada gratuita, até 3 de novembro. A curadoria foi da professora Flávia Margarida, do Espaço Perspectiva.

Stella Moraes é uma artista de 9 anos, com T21, autismo e deficiência intelectual, e é nossa CELetinha desde 2020. “O que as cores dizem” foi a segunda mostra de Stella no CEL. A primeira, “Pertencer, o mundo colorido de Stella!”, aconteceu em 2025. A mostra reuniu pinturas em que Stella se expressa pela cor e pela tinta, em obras que comunicam sem precisar de palavras.

As crianças que visitaram a mostra ganharam uma telinha em branco, uma cortesia da família de Stella, como um convite para que elas também pintem e possam se expressar e, até se encontrar através da arte, assim como Stella.

Para o Espaço CEL, apoiar a arte é uma forma de levar a inclusão para além das salas de terapia.

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A artista Stella Moraes ao lado de suas pinturas na vernissage da mostra ‘O que as cores dizem’, no Espaço CEL, em Niterói.

Como foi a exposição “O que as cores dizem”?

A exposição “O que as cores dizem” foi um encontro de arte, afeto e inclusão no Espaço CEL. De 29 de outubro a 3 de novembro, a mostra ocupou o 3º andar da Unidade II, em Icaraí, e recebeu famílias, crianças, profissionais e visitantes de Niterói. Ao todo, cerca de 100 pessoas visitaram a exposição.

A vernissage

A vernissage, que é a cerimônia de abertura de uma exposição, aconteceu em 29 de outubro, das 17h às 18h30. Foi um momento leve e acolhedor, em que o público conheceu as obras de perto, junto com a própria artista.

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Visitantes conhecem as pinturas de Stella Moraes durante a vernissage da mostra ‘O que as cores dizem’, no Espaço CEL.

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Detalhe de uma pintura colorida da mostra ‘O que as cores dizem’, da artista Stella Moraes.

Uma telinha em branco para cada criança

Os 20 primeiros pacientes do CEL, carinhosamente chamados de CELetinhos, que visitaram a mostra ganharam um presente da Stella: uma telinha em branco.

A ideia do brinde foi incentivar outras crianças a pintarem também. Depois de ver o que as cores disseram para a Stella, cada criança levou para casa um espaço livre para descobrir o que as cores dizem para ela.

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Criança recebe uma telinha em branco, brinde da artista Stella Moraes para incentivar outras crianças a pintarem.

Quem é a artista Stella Moraes?

Stella Moraes é uma artista de 9 anos que vem ganhando espaço no cenário artístico de Niterói. Ela estreou em 2025, com a mostra “Pertencer, o mundo colorido de Stella!”, também realizada no Espaço CEL.

Stella tem diagnóstico de Trissomia do 21 (T21, também chamada de síndrome de Down), Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual. Desde 2020, ela é atendida no Núcleo de Desenvolvimento Neuropsicomotor do Espaço CEL.

Mais do que os diagnósticos, o que chama a atenção em Stella é o talento. As obras dela encantam quem passa e mostram uma forma muito própria de ver e contar o mundo.

O que a mostra “O que as cores dizem” quis mostrar?

“O que as cores dizem” mostrou como Stella se expressa por meio da cor e da tinta, em obras que comunicam sem precisar de palavras. Cada cor escolhida, cada mistura e cada traço foram uma forma de dizer algo.

A curadoria foi da professora Flávia Margarida, que acompanha Stella no processo artístico. A exposição aconteceu em parceria com o Espaço Perspectiva.

Para quem visitou, a mostra foi um convite a ouvir o que as obras contam, sem pressa e sem a necessidade de explicação.

Como é o processo criativo da Stella?

O processo criativo de Stella nasce de uma escuta sensível entre a artista e a professora Flávia Margarida. Em vez de partir de um modelo pronto, Flávia observa o que Stella busca, quais cores escolhe e como gosta de usar a tinta.

A partir dessa escuta, as obras ganham forma no ritmo da própria artista. O resultado são pinturas que expressam as escolhas da Stella de um jeito único.

Por que o Espaço CEL apoiou mais uma vez a arte da Stella?

O Espaço CEL apoiou a arte da Stella porque acredita que o desenvolvimento de uma pessoa neurodivergente vai além das salas de terapia. A missão do CEL é transformar vidas por meio de um atendimento humanizado que promove aprendizado, autonomia e inclusão social.

A inclusão social acontece quando as pessoas ocupam os espaços da vida em comunidade: a escola, o esporte, o lazer e a cultura. Por isso, abrir as portas da clínica para uma exposição é uma forma de colocar a missão em prática.

Esse posicionamento também conversa com a legislação brasileira. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) garante, no artigo 42, o direito da pessoa com deficiência à cultura, em igualdade de oportunidades.

Apoiar Stella pela segunda vez, depois de “Pertencer, o mundo colorido de Stella!”, reafirma que o CEL acredita no potencial de cada criança. É também uma forma de abrir espaço para que as crianças sonhem e realizem além dos muros da clínica.

Qual o papel das terapias no desenvolvimento da Stella?

As terapias fazem parte da rede de apoio que acompanha Stella desde 2020. No Núcleo de Desenvolvimento Neuropsicomotor, o trabalho é interdisciplinar: profissionais de diferentes áreas atuam juntos, com objetivos pensados para cada criança e para cada família.

No caso de crianças com T21 e TEA, o acompanhamento terapêutico costuma trabalhar habilidades como coordenação motora, comunicação, atenção e autonomia. Essas habilidades estão presentes em muitas atividades do dia a dia, inclusive na arte, como segurar um pincel, escolher uma cor e manter o foco em uma tarefa. Para saber mais, acesse síndrome de Down (T21), autismo e deficiência intelectual.

É importante dizer que o talento da Stella é dela. As terapias não “criam” uma artista, mas ajudam a construir caminhos para que cada criança se desenvolva e se expresse do seu jeito.

Como a família participa desse caminho?

A família é parte central do desenvolvimento da Stella. É ela quem acredita, incentiva e apoia a menina todos os dias, dentro e fora da clínica.

No Espaço CEL, a família é vista como parceira do trabalho terapêutico. O que a criança aprende nas sessões ganha força quando é vivido também em casa, na escola e na comunidade.

A trajetória da Stella é fruto de muitas mãos: do trabalho terapêutico construído no CEL, da dedicação da professora Flávia, que soube enxergar e cultivar o talento dela, e de uma família que aposta no potencial da filha.

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Stella Moraes com a família durante a vernissage da mostra ‘O que as cores dizem’, no Espaço CEL.

Por que arte e inclusão caminham juntas?

Arte e inclusão caminham juntas porque a arte é uma forma de expressão acessível a todas as pessoas, com ou sem palavras. Para muitas crianças neurodivergentes, a cor, a forma e o movimento abrem caminhos de comunicação que nem sempre passam pela fala.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que tem valor de emenda constitucional no Brasil, reconhece no artigo 30 o direito à participação na vida cultural. O texto também prevê a oportunidade de desenvolver o potencial criativo, artístico e intelectual de cada pessoa.

Uma exposição como “O que as cores dizem” também transforma quem visita. Ela ajuda a comunidade a enxergar a pessoa antes do diagnóstico e a reconhecer o talento de cada criança.

Perguntas frequentes

Quem é a artista Stella Moraes?
Stella Moraes é uma artista de 9 anos de Niterói, com T21, autismo e deficiência intelectual. Ela é atendida no Núcleo de Desenvolvimento Neuropsicomotor do Espaço CEL desde 2020. Stella estreou em 2025 com a mostra “Pertencer, o mundo colorido de Stella!” e voltou em 2026 com “O que as cores dizem”.

O que foi a mostra “O que as cores dizem”?
“O que as cores dizem” foi uma exposição de pinturas de Stella Moraes, realizada no Espaço CEL, em Icaraí, Niterói, de 29 de outubro a 3 de novembro de 2026. A mostra apresentou obras em que Stella se expressa pela cor e pela tinta, com curadoria de Flávia Margarida e parceria com o Espaço Perspectiva.

A exposição foi aberta ao público?
Sim. A mostra foi aberta ao público, com entrada gratuita, e não era preciso ser paciente do Espaço CEL para visitar. A visitação aconteceu nos dias úteis, das 10h às 17h, no 3º andar da Unidade II do CEL, na Rua João Pessoa, 299, em Icaraí.

Qual foi o brinde da exposição?
As 20 primeiras crianças atendidas pelo Espaço CEL que visitaram a mostra ganharam uma telinha em branco, presente da Stella. A ideia foi incentivar outras crianças a pintarem também e a descobrirem, do seu jeito, o que as cores dizem para elas.

Por que o Espaço CEL apoia exposições de arte?
O Espaço CEL apoia exposições de arte porque a inclusão social também acontece pela cultura. A missão do CEL é promover aprendizado, autonomia e inclusão de pessoas neurodivergentes. Abrir a clínica para a arte é uma forma de mostrar o potencial de cada criança além das salas de terapia.

A exposição de arte inclusiva “O que as cores dizem” mostrou, mais uma vez, que cada criança tem muito a dizer, com ou sem palavras. Celebrar a Stella foi celebrar a rede de cuidado que acompanha cada criança atendida pelo Espaço CEL.

Agradecemos à Stella e à família dela, à professora Flávia Margarida, ao Espaço Perspectiva e a todas as pessoas que visitaram a mostra. A presença de cada visitante fortaleceu a artista e mostrou, na prática, que a inclusão também se faz com cultura.

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Ficha da mostra
Mostra “O que as cores dizem”, de Stella Moraes Período: 29/10 a 03/11/2026 Local: Espaço CEL, Unidade II, Rua João Pessoa, 299, 3º andar, Icaraí, Niterói/RJ Entrada: gratuita Curadoria: Flávia Margarida (@professoraflaviamargarida) Parceria: Espaço Perspectiva (@espacoperspectiva)

Referências

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Art. 42.

BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Art. 30.

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